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Como encarar uma doença crônica
Sandra Regina da Silva
Psicóloga
02.12.2005
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O homem é, em sua essência, um ser livre. Nascemos para nos desenvolver e evoluir. Nosso caminho é aprender e, a partir das nossas experiências, nos tornar pessoas melhores.
Entretanto, faz parte do universo humano lidar com nossas "mazelas". O surgimento de uma doença em um indivíduo paralisa seu processo de vida, gerando angústia, conflitos de ordens diversas e um momento de crise.
Passada a fase aguda da doença, caso fiquem seqüelas ou se estabeleça uma condição crônica de doença, esse indivíduo tem que iniciar, a partir de então, um novo processo: o de gerenciar sua doença crônica.
Atualmente, são comuns os diagnósticos de diabetes mellitus tipo 2, insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão arterial, doença obstrutiva pulmonar crônica e insuficiência renal crônica, entre outras.
Em sua maioria, são doenças desencadeadas a partir do estilo de vida do "Homem Globalizado", isto é, estão associadas a uma alimentação ruim, ao sedentarismo, a hábitos de vida inadequados, ao tabagismo etc.
A psicologia da saúde vem desenvolvendo trabalhos específicos e efetivos ligados a todas as especialidades médicas, visando auxiliar essas pessoas a superarem o momento de crise da doença e se adaptar aos cuidados especiais que deverão ser aprendidos. O objetivo é intermediar a relação médico-paciente, promovendo a recuperação da autonomia e da autoconfiança, melhorando o autocuidado e reforçando as atitudes positivas.
O primeiro passo para tal transformação é o conhecimento. Se você acaba de receber um diagnóstico crônico, dê-se ao direito de um momento de crise, mas saiba que o caminho para sair dela é a informação. Procure ajuda profissional e saiba tudo sobre a sua doença, se envolva com o seu tratamento e busque esclarecimentos. Essa atitude lhe devolverá a esperança e a autoconfiança.
Sandra Regina da Silva é psicóloga do Total Care – Amil/SP
 
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