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Melhore sua alimentação para controlar a hipertensão
Alcina Soeiro Tronco
Nutricionista
09.08.2006
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A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Além disso, pode provocar danos ao cérebro, aos rins e aos olhos. A evolução da doença e o sucesso do tratamento são influenciados pelo estilo de vida e podem ser alterados pela adoção de hábitos mais saudáveis, como:
Peso:
Estudos têm demonstrado que o padrão de obesidade central ou da parte superior do corpo (andróide), com conseqüente aumento da relação cintura/quadril, apresenta maior associação com hipertensão do que a obesidade da parte inferior do corpo. Deve-se iniciar um programa de redução ponderal, no qual a ingestão de alimentos de baixo teor calórico deve ser a regra.
Alimentação:
No corpo humano, o sódio age como uma esponja, retendo água no organismo e favorecendo a elevação da pressão arterial. A maioria dos alimentos já possui esse mineral em sua composição, embora alguns não tenham sabor salgado. Os produtos industrializados recebem grande quantidade de sal para serem conservados. Por isso, verifique o rótulo e observe a presença das seguintes substâncias: glumato de sódio, fosfato dissódico, alginato de sódio, benzoato de sódio, hidróxido de sódio, nitrato de sódio etc. Recomenda-se a restrição na ingestão de enlatados, embutidos, carnes salgada, fast-food, conservas, temperos, sopas, cremes e molhos industrializados.
Com relação ao potássio, é importante lembrar que, além de esse mineral aumentar a eliminação renal de sódio, tendo, portanto, um efeito anti-hipertensivo importante, alguns diuréticos provocam sua perda na urina, o que pode provocar câimbras.
Preconiza-se o consumo diário de fontes alimentares desse nutriente, como frutas (por exemplo: banana, laranja, caju, maracujá, mamão) e legumes/verduras, por exemplo, abóbora, batata, beterraba, cenoura, espinafre, tomate. O uso do sal dietético (sal light), que possui menor teor de cloreto de sódio e acréscimo de cloreto de potássio, é sempre prescrito com cautela, pelo risco que a elevação do nível de potássio sanguíneo pode acarretar à saúde.
O uso excessivo de bebidas alcoólicas também deve ser abolido, pois o álcool tem um potente efeito hipertensivo. Para aqueles indivíduos que fazem uso desse tipo de bebida, a dose diária de destilados (uísque, vodca, aguardente) não deve exceder a 60 ml, a de vinho, 240 ml e a de cerveja, 720 ml. Como as mulheres absorvem mais o álcool do que os homens, esse grupo deve ser orientado a consumir a metade dessas quantidades. Ressalta-se também ser o alcoolismo uma das principais causas de resistência ao tratamento anti-hipertensivo, além de estar associado ao surgimento de gastrite, alterações hepáticas e elevação dos níveis de triglicerídeos.
Por fim, é importante mencionar a dieta DASH ou “dieta da combinação”, elaborada por pesquisadores americanos, a qual demonstrou resposta significativa na redução da pressão arterial. Esse plano alimentar sugere maior oferta de frutas, vegetais, laticínios com baixo teor de gordura, além da restrição de alimentos ricos em colesterol e gordura saturada.
Alcina Soeiro Tronco é nutricionista do Total Care Botafogo
 
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