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Azeite de oliva
Marlene Nunes Aldin Borgherese
Nutricionista
23.03.2007

O azeite de oliva tornou-se parte integrante da alimentação brasileira. Ele é obtido a partir da trituração das azeitonas, inclusive com o caroço, formando uma pasta que será prensada resultando em um suco composto por azeite e água. A água vegetal será retirada posteriormente através de centrifugadoras.
Existem diferentes tipos de azeites de oliva. Dependendo de suas características e da sua acidez, podem ser classificados como extra, virgem ou comum. Já o azeite de oliva refinado é obtido após a refinação do azeite virgem. Normalmente, é misturado com azeite de oliva virgem.
Todos passam por um processo de produção no qual o óleo é extraído do fruto a frio, diferente dos demais que vêm da semente e são refinados por aquecimento, preservando assim suas substâncias antioxidantes de grande valor na prevenção de arteriosclerose e na origem de tumores.
O extravirgem é classificado como o melhor da categoria, pois, além do alto teor de antioxidantes, tem acidez de 1%, ou seja, quanto menor for o teor melhor será sua qualidade.
O azeite de oliva é caracterizado por ter uma elevada quantidade de ácidos graxos monoinsaturados (77%), possui também 14% de gorduras saturadas e 9% de poliinsaturadas, o que o torna mais saudável em relação aos outros.

Uma dieta que substitua os outros tipos de gordura pelo azeite de oliva confere uma maior proteção, uma vez que os antioxidantes presentes no azeite são capazes de captar radicais livres. Este fator protetor ocorre sempre que ingerimos alimentos ricos em gorduras monoinsaturadas, como o ácido oléico, principal componente do azeite de oliva. Promove, também, a diminuição dos níveis de LDL-colesterol e o aumento do HDL-colesterol. Além disso, o azeite de oliva possui vitaminas A, D, K, E, ajudando a retardar o envelhecimento da pele. Também existem evidências de que ele pode contribuir no controle do triglicérides, que por sua vez pode estar associado ao diabetes.
Dentre os benefícios atribuídos ao consumo do azeite de oliva, podemos destacar a prevenção de arteriosclerose e seus riscos; a melhora do funcionamento do estômago e do pâncreas; aceleramento das funções metabólicas; produção de efeito protetor e tônico da epiderme; estímulo do crescimento e favorecimento da absorção de cálcio e a mineralização; proteção contra câncer de cólon, mama e pele. Estudos recentes também sugerem um efeito semelhante às substâncias analgésicas e antiinflamatórias.
Por todas essas razões, o FDA americano – Food and Drug Administration, reconheceu o azeite de oliva como um alimento com características funcionais. Devemos relembrar, entretanto, que seu consumo deve ser realizado em substituição de outras gorduras e não apenas acrescentá-lo em nossa ingestão diária, pois, como qualquer outro lipídeo, ele agrega alto valor calórico à alimentação.




Marlene Nunes Aldin Borgherese é Nutricionista Totalcare SP







08/09/2008 06:18:16