Mulheres devem ficar atentas aos diferentes sintomas do infarto

Curitiba/PR (fevereiro de 2015) – O infarto agudo do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, é a primeira causa de mortes no Brasil, ocasionando 100 mil óbitos por ano no país, segundo dados do Ministério da Saúde. A alta incidência de infarto na população brasileira não é novidade, mas o que pouca gente sabe é que as mulheres têm duas vezes mais chances de morrer dessa causa do que os homens. Isso é o que apontou um estudo apresentado no Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). Para esclarecer um pouco mais essa doença multifatorial, a cardiologista Camila Marques, do TotalCare de Curitiba, explica quais são as principais causas, os sintomas, o tratamento e as formas de prevenção do infarto feminino.

Causas

O infarto se caracteriza pela ausência ou diminuição da circulação sanguínea no coração, o que priva o músculo cardíaco de oxigênio, causando lesões importantes que podem levar à morte. Os principais fatores de risco são colesterol alto, sedentarismo, tabagismo, hipertensão arterial, menopausa, estresse, excesso de peso, diabetes, histórico familiar, predisposição genética e idade. Nas mulheres entre 50 e 60 anos, a perda do estrogênio natural também aumenta consideravelmente suas probabilidades de enfartar.

Sintomas

Os sintomas clássicos do ataque cardíaco são os mesmos nas mulheres e nos homens: dor no peito – que pode irradiar-se para o braço esquerdo, o pescoço, a mandíbula, o estômago e as costas –, seguida por náuseas, vômito, suor frio e desmaio. Mas, nas mulheres, alguns sintomas atípicos são mais frequentes, como enjoo, falta de ar, cansaço inexplicável, desconforto no peito e palpitações.

Prevenção

A principal forma de prevenção é reduzir os fatores de risco, como o cigarro, a obesidade, o sedentarismo, a diabetes, a pressão alta e o colesterol alto. Deve-se manter uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regulares. O acúmulo de funções ao qual as mulheres vêm sendo submetidas nas últimas décadas também pode aumentar o estresse – um dos desencadeadores do ataque cardíaco. Por isso, é importante praticar atividades que aliviem as tensões do dia a dia. Além disso, é aconselhável manter visitas periódicas ao cardiologista.

Tratamento

Na fase inicial, o tratamento é feito com a administração de medicamentos, para restaurar a circulação sanguínea no local atingido pelo infarto. Dependendo da gravidade do entupimento e do número de artérias comprometidas, é necessária a realização de procedimento cirúrgico. O acompanhamento prossegue com mudanças no estilo de vida e com o controle rigoroso dos fatores de risco.