Outubro Rosa

De acordo com previsões do Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que, até o fim de 2014, cerca de 3.490 novos casos de câncer de mama terão sido diagnosticados só este ano no Paraná, sendo 910 na capital. O mastologista Helio Rubens de Oliveira Filho, credenciado da Amil que atende em Curitiba, alerta para a necessidade de prevenção. Especialista pelo Instituto Europeu de Oncologia, localizado em Milão, e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR) e da Universidade Federal do Paraná, Helio ressalta que, a partir dos 40 anos, as mulheres que realizam a mamografia anualmente apresentam um risco de morte por câncer de mama 30% menor do que aquelas que não a realizam.

Há alguma forma de prevenir o câncer de mama?

O câncer de mama pode e deve ser prevenido. Existem duas formas de prevenção: a primária e a secundária. A primária previne o surgimento da doença e compreende hábitos de vida e de alimentação saudáveis, como praticar atividade física, não fumar e não consumir bebidas alcoólicas. A prevenção secundária compreende o diagnóstico precoce da doença e é feita com a mamografia. Pessoas com alto risco, como aquelas que apresentam histórico familiar ou alguma mutação genética, podem se prevenir com alguns medicamentos ou até, em casos excepcionais, passar por cirurgias preventivas (como a realizada pela atriz Angelina Jolie). Tumores diagnosticados precocemente apresentam chance de cura próxima a 100%, com tratamentos muito pouco agressivos.

De quanto em quanto tempo a mulher deve fazer o exame de câncer de mama?

A mulher que não apresenta alto risco deve fazer a mamografia uma vez por ano após os 40 anos de idade. Já aquelas que apresentam alto risco (principalmente familiar) devem procurar um mastologista para saber quando começar e com qual frequência.

O corpo dá sinais de que algo está errado? Como desconfiar?

As principais alterações que necessitam de avaliação médica são: a presença de nódulos/caroços palpáveis na mama; retrações ou abaulamentos na pele da mama; mamilos que sofram inversão; descamação ou feridas na pele do mamilo ou na aréola; alterações de cor ou temperatura da mama (sinais inflamatórios); ínguas nas axilas e saída de secreção pelo mamilo.

Quais são os tratamentos indicados?

Os tratamentos para câncer de mama são vários. Compreendem cirurgias e outras ações complementares, como quimioterapia, radioterapia e hormonoterapia. Atualmente, quando existe a necessidade da retirada completa das mamas, é possível reconstruí-las no mesmo momento, por meio de cirurgia plástica.