A asma piora no inverno?

O inverno chegou e é bom se prevenir! Para quem sofre de asma, esse período é crítico, pois a exposição ao ar muito frio e seco pode irritar os brônquios, desencadeando crises de tosse e de falta de ar. A asma é uma doença pulmonar crônica que está associada à sensibilidade aumentada dos brônquios, que reagem ao menor sinal de irritação, ocasionando o estreitamento das vias e, consequentemente, a obstrução variável do fluxo de ar. Esse processo pode ser desencadeado por uma série de fatores externos. Além do frio, alguns hábitos comuns de inverno também podem colaborar para a piora do quadro de asma, como trancar as janelas de carros, casas e escritórios, bloqueando a renovação do ar, assim como usar roupas empoeiradas guardadas no armário desde o fim do último inverno.

Visando disseminar informações corretas sobre a doença, foi instituída a data de 21 de junho como o Dia Nacional de Combate à Asma. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 300 milhões de asmáticos em todo o mundo. No Brasil, a população afetada pode chegar a 10%, segundo o Ministério da Saúde. Mas, na maioria dos casos, a asma pode ser controlada se tratada de forma eficaz, permitindo uma vida normal. É o que afirma a pneumologista Fernanda Cabrera de Oliveira, integrante do Programa Viva Cuidado Total, da Amil – que oferece atendimento diferenciado aos clientes Amil que possuem doenças crônicas, inclusive respiratórias, e necessitam de acompanhamento especial. “O paciente deve usar as medicações quando necessário e de forma correta, conforme indicações de seu médico. Além disso, deve evitar exposição aos fatores que podem desencadear crises, como poluição ambiental, ácaros, mofo, pelos de animais e tabagismo ativo ou passivo. O tratamento adequado contribuirá para a prevenção de crises e amenização dos sintomas”, explica.

Segundo a médica, a asma é uma das principais doenças respiratórias atendidas em consultório durante o inverno. “Em geral, nos meses de frio, a procura por médicos especialistas em doenças alérgicas chega a aumentar 40%. A causa exata da asma não é conhecida, mas acredita-se que seja consequência de fatores genéticos ou ambientais. E filhos de pais asmáticos têm mais chances de desenvolver a doença.”

Mais informações sobre doenças respiratórias e alérgicas podem ser consultadas no site www.cuidadosmil.com.br.

Conheça outras doenças respiratórias

Rinite: inflamação infecciosa, alérgica ou irritativa da mucosa nasal. A prevenção é realizada por meio de medicamentos e lavagem nasal com soluções salinas, evitando-se, ainda, a exposição aos fatores desencadeantes.

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas ou de gases tóxicos do cigarro.

Resfriado: infecção viral do sistema respiratório superior, que acomete o nariz e a garganta. É transmitido por inalação de gotículas expelidas por tosse, espirro ou pelo contato com superfícies contaminadas. Faz parte da prevenção lavar bem as mãos e desinfetar superfícies, assim como manter a vacinação em dia e adotar hábitos de vida saudáveis para uma boa resposta imunológica.

Pneumonia: infecção que se instala nos pulmões. Pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou agentes químicos. Há vacinas preventivas para idosos e grupos de risco. Uma dica é manter a prevenção adotada contra o resfriado.

Bronquite: inflamação dos brônquios – tubos condutores de ar aos pulmões – que causa aumento no volume de muco produzido, tosse e chiado no peito. Pode ser causada por vírus, bactérias ou tabagismo. É preciso procurar um médico, para que seja indicado tratamento adequado.