Programa de atenção ao idoso desenvolvido pela Amil tem cuidado integrado como diferencial

Empresa prevê o atendimento a mais de mil beneficiários maiores de 60 anos, até o fim do projeto

Rio de Janeiro, RJ (dezembro de 2016) - Um projeto de atenção ao idoso elaborado pela Amil foi um dos 64 escolhidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para fazer parte do Idoso Bem Cuidado, iniciativa que propõe o desenvolvimento de medidas para aprimorar o cuidado com a saúde dos idosos no país. A Amil prevê o atendimento a mais de mil beneficiários maiores de 60 anos, até o fim do projeto. O programa desenvolvido pela empresa engloba desde o monitoramento da saúde dos pacientes por meio de ligações periódicas a terapias individuais e em grupo em uma unidade de saúde localizada na Tijuca – bairro com o segundo maior índice de população idosa no Rio de janeiro.

A iniciativa consiste em concentrar todo o suporte necessário para a atenção ao idoso em um único lugar, onde médicos de família, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, psicólogos, fisioterapeutas, geriatras e nutricionistas formam equipes exclusivas que acompanham cada idoso de forma mais próxima e de maneira integrada. A proposta é que, ao ingressar no programa, o idoso sinta-se parte de um verdadeiro clube, e não apenas em mais uma unidade de saúde - por isso, o local de atendimento leva o nome de Clube Vida de Saúde. Questões como envelhecimento, déficit de memória e luto entram no planejamento das equipes de saúde como temas a serem tratados durante as consultas, os contatos e os encontros realizados.

A tecnologia também é aliada nesse processo. Um software que cruza os dados de atendimento dos diferentes profissionais que prestam suporte aos pacientes reforça o conceito de cuidado integrado, auxiliando, inclusive, na classificação de risco do idoso e definição de diretrizes de tratamento. “Conduziremos o idoso através de uma linha de cuidados baseada em suas necessidades. A proposta é acompanhar de forma mais próxima as situações crônicas com as quais eles já convivem, mas precisam ser geridas. O objetivo é proporcionar autonomia e independência o maior tempo possível, o que é viabilizado pelo acompanhamento de uma equipe de referência responsável por coordenar desde a saúde psicológica à motora do paciente”, explica Hans Dohmann, médico e diretor de Gestão de Saúde da Amil.

De acordo com a ANS, “a ideia do projeto surgiu da necessidade de melhorar o cuidado com os idosos que possuem planos privados de saúde no Brasil e da necessidade de debater e reorientar os modelos de prestação e remuneração de serviços na saúde suplementar, visando à melhoria da qualidade da atenção e à implementação de estratégias de sustentabilidade do setor”. Paulo Jorge Rascão, diretor técnico da Amil, destaca que a empresa sempre foi uma entusiasta do tema. “Fomos uma das pioneiras na adesão ao projeto. O programa elaborado pela Amil permitirá que o paciente que não tinha referência passe a ter um médico que conheça a história de saúde dele não só do ponto de vista físico como também psicossocial. De acordo com o resultado desse piloto, o modelo poderá ser expandido também para outras unidades, além da Tijuca, onde já está em funcionamento”, sinaliza o executivo.