Mamografia é importante aliada no diagnóstico precoce do câncer de mama

Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, visa chamar atenção para a importância da realização do exame

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, em 2017, deverão surgir 3.730 novos casos de câncer de mama no Paraná. A doença é a mais prevalente entre as mulheres, considerando os tipos de neoplasia existentes. Diante desse cenário, a mamografia se tornou, nos últimos anos, uma importante aliada para o seu diagnóstico precoce. A relevância do tema levou à aprovação de uma lei que instituiu a data de 5 de fevereiro como o Dia Nacional da Mamografia, com o objetivo de sensibilizar mulheres sobre a importância da realização do exame.

De acordo com o mastologista e ginecologista Carlos Afonso Maestri, credenciado da Amil no Paraná, a mortalidade causada pela doença no Brasil deve atingir 15 mil pessoas até o fim deste ano. Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante. “Quando descoberto em estágio inicial, as chances de cura chegam a 90%. A mamografia é uma importante ferramenta nesse sentido, pois é capaz de encontrar nódulos quando eles ainda não são palpáveis”, explica o médico.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como prioritário o rastreamento do câncer de mama na população feminina entre 50 e 69 anos. Essa política é seguida por países como Alemanha, França, Reino Unido, Canadá e Japão, assim como o Brasil – onde uma portaria do Ministério da Saúde, de 2013, aperfeiçoou o financiamento do exame pela rede pública, garantindo prioridade às mulheres dessa faixa etária. No entanto, Maestri ressalta que essas regras devem ser individualizadas para cada paciente. “Primeiro temos que identificar os grupos de pacientes de alto e baixo riscos. Aquelas que têm casos próximos de câncer de mama em mulheres da família com menos de 50 anos, que percebem alterações nas mamas ou que tiveram biópsias alteradas devem começar a investigação por volta dos 35. Já as pacientes de baixo risco podem iniciar entre os 40 e 49 anos, por meio de exame clínico anual. Após essa idade, sugere-se a realização de uma mamografia por ano.”

O especialista observa que, além das questões da idade e da hereditariedade, outros fatores, como as idades da primeira menstruação e da primeira gestação; a idade de entrada na menopausa; a obesidade; e a terapia de reposição hormonal, podem influenciar o aparecimento do câncer de mama. Por isso, é importante contar com o acompanhamento de um especialista e consultar-se com um mastologista para a avaliação adequada de riscos.

Outros exames, como a ecografia mamária e a ressonância magnética de mama, podem ser solicitados pelo médico em casos que necessitam de investigação mais apurada. Maestri destaca que a tecnologia de diagnóstico evoluiu muito nos últimos anos, tornando-se mais precisa e diminuindo o desconforto da mulher. “Hoje, os aparelhos e filmes mamográficos melhoraram muito, assim como as técnicas de mamografia digital. Tudo isso faz com que o exame seja menos desconfortável e mais tranquilo. Leva de 5 a 10 minutos e não é preciso preparo específico. O resultado também fica pronto rápido, geralmente na hora ou no dia seguinte”, explica.