H1N1: Paraná é um dos estados com maior número de registros da doença

Doença que vem alertando as autoridades nos últimos meses, a influenza A é provocada pelo vírus H1N1. Ela é resultado da combinação de segmentos genéticos dos vírus das gripes humana, aviária e suína. Neste ano, até 30 de abril, já foram confirmados no Brasil 2.085 casos, conforme dados do Ministério da Saúde. O Paraná é o quarto estado do país com maior número de registros (102), atrás apenas de Goiás (136), Rio Grande do Sul (140) e São Paulo (1.130). O médico Gustavo Tarré, diretor clínico do Total Care – unidade da Amil voltada para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças crônicas -, esclarece quais são os sintomas e as formas de transmissão do H1N1.

- O que é a Influenza A/H1N1?
Gustavo Tarré:
A Influenza A é um dos tipos de gripe que, por sua vez, se subdivide em vários tipos de vírus. Um deles é o H1N1. Ele sempre existiu, porém, em 2009, sofreu uma nova mutação genética que gerou a pandemia. Desde então, o vírus circula anualmente e é um dos causadores de gripe. Ele também tem uma maior capacidade de se disseminar e está associado a quadros mais graves.

- Por que antes era chamada de gripe suína?
GT:
O termo era utilizado porque o vírus H1N1 inicialmente foi descoberto em porcos. Mas é importante esclarecer que não há evidências de transmissão pela ingestão de carne suína ou seus derivados.

- Então como se dá a transmissão?
GT:
Através do contato com gotículas respiratórias, geradas pela tosse, pelo espirro ou pela fala, e do toque das mãos em pessoas e objetos contaminados.

- Quais são os sinais da Influenza A e quanto tempo eles duram?
GT:
Assim como na gripe comum, a influenza pelo H1N1 se manifesta com início súbito de febre, dor de cabeça, dor no corpo e fadiga, associados a sintomas respiratórios, como dor de garganta, coriza e tosse seca. Nas crianças, também são comuns vômitos e diarreias. Em geral, os sintomas desaparecem em uma semana, com permanência da tosse por até quatro semanas. O diagnóstico é clínico, com indicação de exame laboratorial para casos suspeitos que evoluem com a Síndrome Respiratória Aguda Grave.

- Quais as formas de prevenção? E o que fazer para evitar o contágio?
GT:
Uma medida segura e efetiva de prevenção é a vacinação anual contra o vírus influenza. Para evitar o contágio, é fundamental higienizar muito bem as mãos, utilizar lenços descartáveis, cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir e não compartilhar objetos de uso pessoal. É importante também manter os ambientes bem ventilados, pois a aglomeração em locais fechados é um dos principais motivadores da disseminação do vírus em épocas de frio. Além disso, recomenda-se que as crianças contaminadas se afastem do convívio social por sete dias e, os adultos, por cinco.

- Existem medicamentos para tratar a Influenza A?
GT:
Sim. O tratamento é feito com o uso de medicamento antiviral, que deve ser ministrado, preferencialmente, nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.