Amil investe em tecnologia para gestão hospitalar

Trinta hospitais da rede já contam com tecnologias de integração de dados que agilizam o atendimento e aumentam a segurança clínica

Rio de Janeiro, RJ (agosto de 2015) – Com o objetivo de melhorar a experiência de seu cliente e agilizar o atendimento em suas unidades hospitalares, a Amil lançou, em 2005, um sistema de prontuário eletrônico que, só no primeiro semestre de 2015, já registrou aproximadamente 1,8 milhões de históricos clínicos. Capaz de integrar todas as áreas de um hospital de forma totalmente online, o sistema ainda tem a proposta de manter o cliente atualizado sobre o seu atendimento, em tempo real, através de um aplicativo para smartphone e tablet.

Batizado de SisHosp, o sistema customizado para a Amil tem funcionalidades que vão além do registro de informações. Tudo começa no momento em que o paciente chega ao pronto-socorro. Um totem de autoatendimento realiza seu reconhecimento e localiza seu prontuário médico. Paralelamente a isso, um software de estratificação de risco prioriza os atendimentos com base nos sintomas apresentados.

Desde a classificação de risco até a alta hospitalar, toda a movimentação do paciente pode ser consultada pelos mais diversos setores da unidade, como Nutrição, Fisioterapia, Farmácia, Consultórios e Cirurgia. Mas, embora a tecnologia seja fundamental para os profissionais dentro do ambiente hospitalar, a possibilidade de ter acesso a todas as informações que o médico anotou durante um atendimento vem gerando interesse também nos pacientes. Só no primeiro semestre de 2015, mais de 620 mil prontuários eletrônicos já foram visualizados pelo aplicativo Amil Clientes – exclusivo para beneficiários da operadora.

Para os médicos, a importância da integração fica ainda mais evidente no momento da consulta. Ele pode ver a lista de remédios que outro profissional prescreveu, observar a relação de sintomas anteriores que podem auxiliar no diagnóstico e até mesmo anotações clínicas detalhadas que o paciente tenha esquecido de citar. Todo o seu histórico fica devidamente registrado, inclusive se houver retorno. Já os exames de imagem realizados em laboratórios integrados ao sistema podem ser visualizados, por meio de um link, em qualquer uma das 30 unidades hospitalares do grupo. Desse modo, a tecnologia ajuda a evitar pedidos desnecessários de exames já realizados recentemente pelo paciente.

A segurança clínica é outro ponto fortalecido por uma das funcionalidades do sistema: a adesão a protocolos preconizados pelas instituições médicas. Antes da implementação da ferramenta, um oncologista, por exemplo, precisava fazer os cálculos das doses de medicamentos indicados para um determinado perfil de paciente de maneira manual. Hoje, em qualquer um dos 30 hospitais do grupo, o próprio sistema já estima, automaticamente, através de um algoritmo, a dosagem ideal para cada caso. São considerados dados como massa corpórea, sexo, idade, tipo de câncer e se há membro amputado, entre outros quesitos. A indicação do sistema é precisa e segue protocolos internacionais, reduzindo a possibilidade de erro e, consequentemente, gerando mais segurança para os pacientes.

Outra medida tecnológica, adotada pela rede assistencial da Amil, que reforça a segurança do paciente é o Beira Leito. Trata-se de um sistema disponível em tablets utilizados por enfermeiros para a checagem de três itens: a pulseira de identificação do paciente, a prescrição médica e o medicamento administrado. Todos esses itens contêm um código de barras específico, que é submetido a um leitor eletrônico. Ele analisa se os cuidados administrados estão em conformidade com a recomendação registrada anteriormente no sistema por outros profissionais da unidade.

Leonardo Almeida, diretor de Tecnologia da Amil, destaca que os investimentos da empresa na área são indispensáveis para a qualificação da gestão hospitalar. “A Amil conta com uma ferramenta que centraliza as informações dos atendimentos realizados por todos os hospitais do grupo. Número de leitos, de pacientes internados, estatísticas epidemiológicas e de tempo de atendimento são alguns exemplos. Para a gestão de saúde dos beneficiários da Amil, bem como para os administradores de cada hospital, são dados que contribuem significativamente para a definição de estratégias de prevenção, de tratamento e de melhorias nos serviços.”

Próximos projetos

Na vanguarda da tecnologia em saúde, a Amil não para de inovar. Disponibiliza para todas as unidades da rede assistencial própria a opção de utilização do Kinect em salas preparatórias de cirurgia. A tecnologia é a mesma utilizada em videogames, sendo integrada com uma tela de TV onde ficam disponíveis as imagens de todos os exames pré-operatórios do paciente, que podem ser acessados apenas por meio do movimento das mãos. O objetivo é reduzir o risco de infecção hospitalar, evitando o contato do cirurgião com exames impressos em papel ou em outros materiais.

Outra tecnologia que deve evoluir é a ferramenta de gestão de plantões. Em breve, o lançamento de um aplicativo permitirá que os coordenadores de emergência busquem profissionais da rede disponíveis para atuação em determinado horário. Do outro lado, os médicos, enfermeiros e técnicos poderão aceitar a oferta de forma totalmente online, sendo incluídos na escala do dia.

No segundo semestre, será implantado em um dos hospitais do grupo um projeto-piloto com o uso de Google Glass por profissionais de atendimento. O objetivo é a humanização do contato com o cliente e a resolução imediata de alguns problemas identificados. Na prática, as fichas dos clientes ficam disponíveis na tela dos óculos do atendente, que poderá checar em sistema informações como a razão de uma eventual demora na entrega de um exame ou sua posição na fila de espera de um pronto-socorro, por exemplo.