Especialista alerta para o aumento de conjuntivite no verão

Calor e suor, aliados ao tempo seco, criam condição favorável para o aparecimento e a disseminação da doença

(Curitiba, novembro de 2015) - Entra ano, sai ano e todo verão começa com uma série de doenças sazonais que afetam grande parte da população. Uma delas é a conjuntivite – aquela irritação nos olhos, geralmente acompanhada por ardência e vermelhidão. A doença leva esse nome por afetar justamente a conjuntiva, membrana fina que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras. O oftalmologista Eduardo Miranda, credenciado da Amil em Curitiba e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Academia Americana de Oftalmologia, explica que a inflamação pode ser causada por bactérias, vírus, alergias e até mesmo agentes tóxicos. A boa notícia é que nem sempre é contagiosa e alguns cuidados simples podem evitar a sua transmissão.

“A conjuntivite pode ser aguda ou crônica, afetar um ou os dois olhos, apresentar ou não secreção, e pode ser contagiosa ou não. No calor, devido ao suor e ao tempo seco, cria-se uma condição favorável para o aparecimento e a disseminação da doença. Objetos de uso comum, como telefone, controle remoto, sabonete e toalhas, aumentam as chances de avanço do vírus ou da bactéria, por isso é importante higienizar muito bem as mãos”, aponta o especialista.

Mas, se mesmo com esses cuidados, a conjuntivite se instalar, o oftalmologista recomenda atenção redobrada para não disseminar ainda mais a doença. O uso de álcool em gel para a higienização das mãos, lenços de papel descartáveis para secar a secreção dos olhos e toalhas e roupas de cama individuais são algumas dicas. “Além desses cuidados, o médico irá recomendar o uso de compressas e colírios de acordo com o tipo de conjuntivite identificado”, explica.

Eduardo Miranda alerta para a necessidade de afastamento do ambiente de trabalho e indica que o tempo médio para a cura também vai depender do agente causador da inflamação: “As conjuntivites têm, de maneira geral, boa recuperação. Mas, dependendo da evolução e da causa, pode ser necessário o afastamento de sete a 15 dias das atividades laborais. No caso das conjuntivites bacterianas, é necessário o uso de colírios antibióticos por sete dias. Já as conjuntivites virais e alérgicas costumam levar mais tempo para serem curadas e o tratamento pode se estender por até 30 dias, com o uso de colírios e compressas.”

Seguir o tratamento corretamente, com o acompanhamento de um especialista, é fundamental, pois, dependendo da gravidade da inflamação, pode haver sequelas na córnea e o comprometimento da visão. “Esse quadro é mais comum nos casos de conjuntivite viral. A bacteriana, assim como a alérgica, geralmente tem boa evolução e não costuma deixar sequela. Somente um oftalmologista pode identificar a diferença entre elas e recomendar o tratamento adequado”, ressalta o médico.