Especialista orienta sobre o uso correto do repelente nas crianças

Aplicação em bebês e crianças deve seguir uma série de recomendações

Curitiba, PR (fevereiro de 2017) - De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), atualmente oito em cada dez municípios paranaenses registram a presença do Aedes aegypti em domicílios. Diante de uma das maiores epidemias de dengue do estado, com 403 casos confirmados entre agosto de 2016 e janeiro de 2017, o combate aos criadouros do mosquito – que também transmite doenças como a zika e a chicungunha – precisa ser acompanhado por outras medidas de prevenção, como o uso de repelente de insetos. No entanto, a aplicação em bebês e crianças deve seguir uma série de recomendações. É o que aponta a dermatologista e pediatra Maisa Cruzes, médica credenciada da Amil em Curitiba.

Uma das principais dúvidas dos responsáveis costuma ser quanto à idade mínima para o uso do produto. A médica explica que há fórmulas diferentes para bebês a partir de seis meses e para crianças a partir dos dois anos – por isso, é importante atentar para as recomendações dos fabricantes. “Antes de aplicar, o ideal é fazer um teste em uma área pequena da pele do bebê e observar se aparecem irritações na região. Na intoxicação pelo repelente, a criança pode apresentar náuseas, vômitos e sonolência, sendo recomendado procurar auxílio médico nesses casos”, aponta Maisa.

Antes dos seis meses, podem ser usados artifícios como telas, mosquiteiros, roupas claras que cubram o corpo sem aderência, ambiente refrigerado e repelentes elétricos. “No entanto, eles devem ser instalados a cerca de dois metros e meio de distância da cabeça da criança e longe do alcance dela, preferencialmente próximo às janelas e portas”, afirma a pediatra. Uma curiosidade é que, abaixo dos seis meses, os repelentes podem ser aplicados nas roupas dos bebês. Mas atenção: perfumes e roupas coloridas atraem os insetos.

A proteção proporcionada pelos repelentes costuma durar de duas a dez horas, dependendo de sua composição. No entanto, é indicado evitar o uso no período noturno, optando-se por aplicar o repelente no mosquiteiro. “O produto também não deve ser usado nas regiões próximas aos olhos, nariz e boca da criança, além das mãozinhas – que podem ser levadas à boca. Além disso, deve-se evitar passá-lo mais de três vezes ao dia”, explica a dermatologista.

Já quando o bebê for à praia, deve-se aplicar primeiro o protetor solar infantil e, 20 minutos depois, o repelente. Porém, produtos que contenham extratos botânicos, como citronela, não devem ser usados ao sol, pois podem causar manchas e queimaduras – indica a especialista.

Fique atento!

- Bebês podem usar repelentes específicos para sua faixa etária a partir dos seis meses;
- Faça um teste para checar se o bebê não terá reações;
- Vista o bebê preferencialmente com roupas claras e compridas;
- Se for à praia, aplique o protetor solar infantil 20 minutos antes do repelente;
- Instale os repelentes elétricos 2,5 m distantes da cabeça da criança;
- Não aplique o produto nas mãos e nas regiões dos olhos, da boca e do nariz da criança;
- Passe o repelente, no máximo, três vezes ao dia.