Amil lança token para confirmar pedidos de consultas e exames

Ancorada no tripé segurança, tecnologia e transparência, iniciativa visa melhor eficiência operacional e experiência do cliente

A Amil será a primeira operadora do mercado brasileiro a lançar um token de segurança para confirmação de atendimento. A nova tecnologia valerá para todas as linhas de planos de saúde da empresa, incluindo One Health, Next Saúde e Amil Dental, e será lançada em agosto. O código tem o objetivo de promover mais segurança, tecnologia e transparência, permitindo aos beneficiários que confirmem os procedimentos que estão sendo solicitados em seu nome, enquanto os prestadores de serviços, inclusive médicos, terão a garantia de que o plano de saúde do cliente dá direito ao atendimento no estabelecimento e especialidade desejados. A expectativa da empresa é que até dezembro todos os seus 6,1 milhões de clientes passem a utilizar o método.

Na prática, o processo de uso do token inicia-se quando um prestador, como uma clínica, comunica à Amil o atendimento a um beneficiário da operadora. Um sistema inteligente e automatizado analisa dados como cobertura, rede credenciada e status do plano daquele determinado beneficiário e cria um código de segurança, que é enviado ao cliente por meio do aplicativo Amil Clientes. Aqueles que não possuem smartphone tem a alternativa de receber o número por mensagem de celular. O cliente, então, confirma ao prestador o número informado. Com isso, ele pode sinalizar à operadora caso não tenha solicitado algum procedimento, assim como acontece com o cartão de crédito quando uma pessoa recebe a mensagem de uma compra que não fez.

Para implementar a tecnologia, o site voltado para o credenciado passou por uma reestruturação, com um campo para introduzir o token informado pelo cliente. Essa automação auxiliará, inclusive, no processo de fechamento de contas médicas. “Essa é mais uma inovação que estamos implantando em busca da excelência operacional. Além de um ganho evidente para o cliente, os prestadores de serviços, como médicos, clínicas, laboratórios e hospitais, também terão a vantagem da confirmação de que o plano do cliente realmente dá direito aos procedimentos que serão realizados no local - o que também ajudará a acelerar o processo de pagamento”, explica Sergio Ricardo Santos, CEO da Amil.

A iniciativa faz parte de um grande projeto de Tecnologia da Informação da companhia, que engloba investimentos nas áreas de serviços digitais, mobilidade, big data e segurança da informação. O UnitedHealth Group Brasil – grupo de saúde ao qual a Amil integra – espera investir R$ 360 milhões nessa área até o fim do ano. Algumas das soluções já implantadas são o aplicativo Amil Clientes, que conta com funcionalidades como o agendamento online de consultas e exames; plataforma de gestão de dados assistenciais de saúde; e prontuário eletrônico.

Santos destaca que o token também ajudará a reduzir o número de fraudes no sistema. Só este ano, a operadora já registrou mais de 1.500 denúncias, das quais 246 foram confirmadas como fraudes, abusos e desperdícios. Em 2015, esses itens acarretaram gastos na ordem de R$ 22,5 bilhões entre os planos de saúde no Brasil – aponta o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). “Esse conjunto de ações é fundamental para o aperfeiçoamento do sistema de saúde, auxiliando na melhor gestão de custos e na entrega de serviços cada vez melhores. Já criamos canais oficiais de denúncias para todos os públicos em janeiro e lançamos uma área exclusiva no nosso site para que o beneficiário possa verificar seu histórico de utilização e identificar procedimentos não efetuados. Nesse cenário, o beneficiário passa a ser um agente que contribui, efetivamente, na gestão do seu plano de saúde”, complementa o executivo.

Nos últimos anos, a empresa vêm investindo em diversos controles sistêmicos e operacionais através de análises de dados e de auditores especializados, com a finalidade de identificar e atuar contra casos de fraudes, abusos e desperdícios. Um dos focos nesse momento é o combate à abertura ilegal de contratos coletivos, por exemplo, como quando um profissional de vendas induz o cliente a criar um registro de Microempreendedor Individual (MEI) com o único objetivo de contratar um plano de saúde – prática sujeita a advertência e descredenciamento do corretor. Hoje, para contratar um plano nessa modalidade, além do registro, a Amil exige também uma carta assinada pelo cliente, reconhecida em cartório, na qual ele confirma ter conhecimento de que está contratando um plano empresarial e que certifica as finalidades empresariais da pessoa jurídica.